Tebet tenta evitar manobras e pode apoiar Itamar

O presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), hoje à Agencia Estado que apoiará o governador de Minas, Itamar Franco, caso ele vença as eleições prévias que o PMDB realizará em 20 de janeiro para escolher o candidato do partido à sucessão presidencial. A posição de Tebet reflete o ambiente de desentendimento do PMDB governista que ainda não tem uma estratégia para enfraquecer o governador mineiro. "Quem ganhar as prévias será o candidato do partido e, como peemedebista , vou respeitar a decisão", afirmou Tebet que, na próxima segunda-feira, sentará à mesa com o governador mineiro para buscar uma solução que una o partido e evite a formalização do racha, como defendeu hoje o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos. Tebet discorda não apenas da tese de Jarbas - que deseja antecipar a dissidência a Itamar Franco - como também de outros governistas que desejam restringir ao máximo o colégio eleitoral das prévias e impor essa decisão, na terça-feira, durante reunião da Executiva Nacional do PMDB. Ramez Tebet integra o grupo de senadores liderado por Renan Calheiros (PMDB-AL) que quer evitar manobras e golpes para inviabilizar a candidatura de Itamar Franco. O governador Jarbas Vasconcelos atribui a Calheiros a permanência de Itamar no PMDB. "O líder do partido no Senado errou a pressionar Itamar paraficar no PMDB", afirmou Jarbas, convicto de que o partido está hoje às voltas com um problema que se chama Itamar Franco que, a seu ver, deveria estar na oposição. Para a reunião de segunda-feira na residência de Ramez Tebet, foi escolhido um grupo seleto. Além de Itamar e o senador Pedro Simon (RS) - pré-candidatos - estarão presentes, Renan e o presidente do partido, Michel Temer (SP). O líder na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), que defende o lançamento da candidatura de Michel Temer para enfrentar Itamar Franco nas prévias, não participará. Na avaliação dos senadores do PMDB, Temer teria adiado o lançamento de sua candidatura às prévias por não ter obtidoconsenso nem mesmo entre os integrantes da ala governista. O deputado continua, no entanto, decidido a disputar se o resultado das consultas internas garantir sua vitória. Em caso de derrota, ele perderia até mesmo a presidência do partido.

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