Tebet teme ser a "bola da vez"

O presidente eleito do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), disse nesta sexta-feira que sua prioridade máxima é "colocar a casa em ordem, fazer o Congresso funcionar". Segundo ele, desde o episódio da violação do painel de votação, "denúncias e batalhas internas praticamente imobilizaram o Congresso".Sobre o ambiente atual, ressaltou ter "consciência de que a metralhadora está pronta e apontada" contra ele. Ramez Tebet chegou a enfatizar que pode ser a "bola da vez", quando comentou sobre a série de acusações contra senadores e deputados federais.Ele evitou citar nomes, deixando claro a certeza de não estar livre de comentários maldosos e até mesmo acusações, observando que "tem gente com o canhão pronto". Afirmou que vai atuar como pacificador, para poder normalizar a situação.Tebet afirmou que considera prematuro qualquer comentário sobre a condição em que se encontra o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), alegando que assumiu o cargo ontem. "Tenho que cumprir compromissos inadiáveis, assumidos antes de minha indicação para presidência do Senado. Na segunda-feira é que vamos discutir esse e outros problemas urgentes que terão que ser resolvidos imediatamente, no Senado" disse.Tebet chegou em Campo Grande acompanhado pelos senadores Pedro Simon e Michel Temer, procedentes de Cuiabá, onde estiveram na solenidade de filiação do empresário Paulo Roberto de Andrade, dono da fazenda Reunidas Boi Gordo, ao PMDB.Tebet admitiu que vai tentar a reeleição para o Senado. Tebet reapresentou Pedro Simon como virtual candidato a Presidência da República pelo PMDB, e disse que se sua eleição influenciar na sucessão estadual, o favorecido será o prefeito de Campo Grande, André Puccinelli (PMDB).

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