Tebet reconhece erro e recua em decisão polêmica

O presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), reconheceu que atropelou o regimento ao dar por aprovado o texto do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) modificado em plenário, na terça-feira da semana passada. Revoltados, os deputados da oposição reagiram, chamando-o de "Bin Laden, fujão, ladrão". O caso foi dado hoje por encerrado. Tebet encaminhou o PPA à Comissão Mista de Orçamento, atendendo às alegações do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), e de nove líderes. Eles procuraram o presidente no seu gabinete. Para o senador, "o gesto de paz" anulou o incidente e reforçou o entendimento entre as duas Casas do Congresso. O clima de entendimento prosseguiu na primeira sessão do Congresso depois do incidente, convocada apenas para formalizar o acordo feito com os lideres. Não houve votações. Em vez de ser encaminhado à sanção do presidente Fernando Henrique Cardoso, como Tebet queria na semana passada, o texto do PPA retorna à Comissão Mista do Orçamento. O deputado Sérgio (PCdoB-MG), a quem foi atribuído o início do protesto, elogiou a atitude de conciliação de Tebet. O líder do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), disse que será abandona a idéia de representar na Corregedoria-Geral da Câmara contra os deputados que agrediram verbalmente o presidente do Senado. Já o líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA), anunciou que a oposição desistiu de entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança contra o procedimento de Tebet.

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