Tebet não reduz insatisfação do PMDB, diz senador

O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) disse hoje que a nomeação do senador Ramez Tebet (PMDB-MS) para o Ministério da Integração Nacional não conseguirá pôr um ponto final no clima de insatisfação da bancada peemedebista. "Nós ganhamos um carro sem motor e sem roda", afirmou o senador, ao ressaltar que a pasta está esvaziada após a extinção da Sudene e Sudam.Segundo ele, que era cotado para o cargo, a questão da seca está sob o comando do ministro Raul Jungmann e a discussão do projeto de transposição do rio São Francisco está na alçada do Ministério do Meio Ambiente. "Que Ministério é este?", questionou Suassuna, referindo-se à pasta da Integração Nacional. O senador disse, contudo, esperar que Tebet consiga recursos para tocar o ministério. Antes de anunciar a escolha de Tebet, o presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu em audiência um grupo de senadores do PMDB - incluindo Suassuna - que reclamou da falta de ação do governo federal para resolver os problemas da base que estão se acirrando por conta da disputa eleitoral nos estados.No PFL, que criticou duramente a atuação de Ramez Tebet à frente do Conselho de Ética, a nomeação não foi contestada. "Não tenho conhecimento de gestão do PFL para impedir a indicação de Tebet", disse o senador Edison Lobão (PFL-MA). O veto de setores da bancada pefelista ao presidente do Conselho de Ética surgiu no auge da discussão da violação do painel eletrônico, quando o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) estava sendo investigado.O vice-presidente nacional do PFL, senador José Agripino Maia (RN), também garantiu que não houve veto do partido à indicação de Tebet. Ele acredita que o presidente convidou o senador para ocupar a pasta, não numa resposta a ACM, mas pelo fato de ser "o preferido" do PMDB.

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