Tebet critica governo na votação de mudança da CLT

O presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), defendeu hoje seu partido e criticou a pressa do governo em votar o projeto que flexibiliza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Tebet respondeu às críticas do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Arthur Virgílio, que condenou a atitude do PMDB, ao impedir, ontem na Câmara, junto com a oposição, a votação do projeto. "O PMDB apóia as ações do governo, mas deve apoiar incondicionalmente a sociedade", disse Tebet, para quem o projeto é, no mínimo, polêmico e não deve ser votado em regime de urgência."Deveria ser mais discutido. Se a CLT tem 60 anos, por que a flexibilização em 24 horas?", questionou. "É preciso ver o que está atrás disso. A aparência é uma e a realidade é outra", ressaltou o senador. Segundo Tebet, a situação no Senado não será diferente. "Lá, no Senado, a matéria não vai ser tranqüila", alertou Tebet reafirmando a necessidade de uma discussão mais profunda da proposta do governo.Tebet disse também, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que não pretende convocar extraordinariamente o Congresso Nacional durante o recesso parlamentar, para a votação de matérias pendentes. "O que pode acontecer é ficarmos trabalhando por mais alguns dias", disse Tebet. "A sociedade não está tolerando pagamentos extras aos deputados e senadores", justificou.

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