TCU rebate críticas a relatório sobre obras do PAC

O relatório divulgado na última quarta-feira detectou irregularidades 'graves' em 29 obras do PAC

21 Setembro 2007 | 15h49

O Tribunal de Contas da União (TCU) rebateu nesta sexta-feira, 21, as declarações da chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, de que o relatório que aponta irregularidades em obras do Plano de Aceleramento do Crescimento (PAC) apresentava ''inconsistências".  Veja Também:  TCU aponta irregularidades 'graves' em 29 obras do PAC   Relatório do TCU sobre o PAC tem inconsistências, diz Dilma   Em nota, o TCU diz que "todas as considerações da administração estão sendo objeto de atenta análise pelo tribunal".  O relatório do ministro Benjamin Zymler foi aprovado pelo plenário do TCU e detectou um total de 77 obras com irregularidades graves paralisantes e outras 102 com irregularidades graves, mas em menor grau, que não exigem paralisação e bloqueio dos bens. Apenas 52 obras da União foram consideradas regulares num universo de 231 fiscalizações feitas, num valor equivalente a cerca de R$ 5 bilhões.  Na sua maioria, os problemas encontrados pelo TCU tratam de irregularidades nas execuções dos convênios, superfaturamento de preços, alterações indevidas de projetos e problemas no processo licitatório, entre outros.  Segundo Dilma, o governo já descobriu algumas inconsistências no documento, que foi encaminhado ao Senado Federal. Ela citou como exemplo as obras na BR 319, que eram executadas pela Gautama e já foram transferidas para o Exército.  "Embora tenhamos encontrado algumas inconsistências no relatório do TCU, em função da nossa relação cooperativa e sinérgica com o tribunal, vamos tomar todas as medidas cabíveis para resolver os problemas", disse Dilma, durante entrevista coletiva para divulgar o segundo balanço das obras do PAC.  Confira a nota na íntegra: Em estrita atenção ao interesse público, o TCU informa que vem colocando toda a sua equipe de técnicos para dar a máxima prioridade à análise dos processos de obras públicas constantes do PAC, tidas como prioritárias pelo governo federal.  O TCU entende que a imediata adoção de providências corretivas pela administração ensejará o julgamento pela regularidade da obra e permitirá o seu normal prosseguimento.  

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