TCU investiga despesa com cartão envolvendo Dirceu

A locação de dois carros em abril de 2004 para uso do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e que foi paga com cartão corporativo da Presidência da República está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). A informação foi divulgada na edição da revista Época que chegou ontem às bancas. O órgão investiga se houve fraude em compras feitas pelo governo federal com esses cartões.Segundo a publicação, que teve acesso ao relatório da auditoria do TCU e a notas fiscais até então mantidas em sigilo, a empresa contratada para servir Dirceu, a Renaro Locação de Veículos, supostamente sediada em São Caetano do Sul, não existe no endereço fornecido na nota fiscal. À locadora aparece um pagamento, via cartão corporativo, de R$ 4.362,21 pelo aluguel de dois veículos executivos com motorista, sendo um blindado, entre 16 e 18 de abril de 2004 em São Paulo.Dirceu nega envolvimento na contratação e acusa a revista de envolvê-lo ?gratuitamente em fatos inverídicos?. ?Percebe-se que uma investigação do TCU constatou fraude fiscal em uma empresa?, diz em nota. ?Com a investigação - apóio todas -, com a irregularidade, com o fato em si nada tenho a ver.?Em seu blog, o ex-ministro afirma que não usou o cartão na Casa Civil. ?Durante o tempo em que ocupei o cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República nunca utilizei cartão corporativo.? O TCU, ainda conforme a Época, propôs ao Ministério Público Federal que quebre o sigilo da empresa para averiguar o destino final do dinheiro pago pelo Planalto. A suspeita é de que pode se tratar de uma empresa fantasma ou de notas fiscais falsas. O TCU auditou 648 notas fiscais. A Época informa que, ao todo, sete notas fiscais em nome da Renaro foram apresentadas para justificar gastos com aluguel de veículos. A constatação de que a empresa não existe no endereço descrito na nota foi do próprio TCU, que mandou auditores ao local. A partir de uma pesquisa no cadastro da empresa na Receita Federal foi encontrado outro endereço. Também nesse, a empresa já não existia. Os auditores só puderam constatar que no local já havia funcionado uma locadora de carros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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