TCU aprova auditoria nos cartões corporativos do governo

Polêmica surgiu após divulgação de gastos pessoais da ministra Matilde Ribeiro terem sido pagos com os cartões

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2008 | 15h38

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um pedido de realização de auditoria no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) para apurar se houve aumento das despesas com cartões corporativos, em especial saques em espécie por funcionários públicos que têm direito a usar esses cartões. O pedido de auditoria foi encaminhado nesta quarta-feira, 30, ao plenário pelo vice-presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, e foi aprovado por unanimidade.  Veja Também:Opine: os ministros têm de ter cartões? Ministra nega ter cometido infração ética com cartões Deputado tucano quer CPI para investigar cartões corporativos  Um dos ministros, Raimundo Carreiro, chegou a propor, durante a sessão, que os cartões fossem extintos, mas a sugestão não foi aceita pelos demais. A auditoria no Siafi será feita pela Secretaria Geral de Controle Externo do tribunal.  "Penso que uma avaliação geral dos números envolvidos, que permita um diagnóstico global dos gastos relativos a suprimento de fundos seria de grande valia para posicionar este tribunal acerca da situação atual desses gastos e das medidas que podem ou devem ser adotadas por esta instituição em prol do interesse público", disse Ubiratan aos ministros no plenário.   CPI O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) iniciou nesta quarta mobilização para que seja instalada uma CPI mista na Câmara e no Senado para investigar o uso irregular de cartões corporativos por ministros e outros funcionários da Presidência da República.  O deputado tucano disse que recolherá as assinaturas assim que forem retomados os trabalhos legislativos, a partir da quarta-feira de Cinzas. A Controladoria Geral da União (CGU) vai investigar os gastos dos ministros da Secretaria Especial Política da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e da Pesca, Altemir Gregolin.  Sampaio argumentou, porém, que a tendência é de uma investigação lenta, enquanto a CPI tem 180 dias para concluir os trabalhos e, além disso, tem poder de juiz para convocar pessoas e quebrar sigilos fiscal, bancário e telefônico.  

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