TCU abre sindicância sobre conduta de ex-auditor que delatou esquema

Servidores do gabinete do ministro José Múcio também serão alvo da corregedoria

FÁBIO FABRINI, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 14h05

BRASÍLIA - O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio, pediu nesta terça-feira, 27, a abertura de sindicância para apurar suposto envolvimento de servidores no esquema de venda de pareceres técnicos revelado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal (PF). O tribunal adiantou que a conduta do ex-auditor Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior, delator da máfia dos pareceres, será objeto de apuração.

Em nota, o tribunal cita reportagem publicada nesta segunda-feira, 26, pelo Estado, que revelou que Cyonil mencionou, em seu depoimento à PF, o nome do ex-titular da Casa Civil, José Dirceu, e apontou a participação de outros servidores do TCU no esquema. 

No depoimento, Cyonil citou a existência de um possível "esquema de fraudes a licitações e contratos no órgão". Participariam do conluio funcionários da Secretaria Técnica e dos gabinetes de Múcio e do ex-ministro Marcos Vinícius Villaça, que se aposentou.

O TCU ressaltou que, na semana passada, policiais da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo disseram não haver servidores ou autoridades de seus quadros sob investigação no âmbito da Operação Porto Seguro.

Cyonil contou à PF ter recebido do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, apontado como chefe da quadrilha investigada, oferta de R$ 300 mil para beneficiar a empresa Tecondi em processo do TCU. Segundo a PF, ele chegou a receber R$ 100 mil por parecer sugerindo a liberação de áreas do Porto de Santos, o que ele nega. No entanto, o TCU deu decisões contrárias à empresa.

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