TCU abre auditoria em negócios da Petrobrás com grupo Astromarítma

Empresa que aluga embarcações para a estatal é investigada pela PF por supostas ligações com Paulo Roberto Costa

Fabio Fabrini, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 20h46

Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira, 16, a abertura de auditoria em negócios da Petrobrás com o Grupo Astromarítima, que aluga embarcações para a estatal. O grupo é investigado pela Polícia Federal por ligações com o ex-diretor de Abastecimento da companhia petrolífera Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato.

O pedido de auditoria foi avaliado pela área técnica do TCU e aprovado pelo plenário, a partir de requerimento do deputado federal Fernando Francischini (SDD-PR). Conforme a decisão do tribunal, serão fiscalizados os contratos firmados entre 2010 e 2014. No período, foram ao menos 41, cujo valor gira em torno de R$ 500 milhões.

O objetivo, segundo a corte de contas, é "avaliar se houve irregularidades na contratação e na execução contratual", tendo em vista as "notícias de recebimento irregular de comissão por parte do ex-diretor Paulo Roberto Costa".

A Polícia Federal suspeita de que Paulo Roberto recebia comissões da Astromarítima para facilitar, por meio de tráfico de influência, contratos com a Petrobrás. Planilhas apreendidas na casa dele indicam o pagamento de 50% sobre o valor de cada fretamento.

A Astromarítima sustenta que os documentos referem-se a uma proposta de investimento que não tem a ver com a Petrobrás e nem sequer foi adiante. Segundo o grupo, os contratos com a estatal foram obtidos por meio de licitação, sem a influência do diretor ou outras pessoas. A defesa de Paulo Roberto também nega irregularidades. 

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