TCE cobra dados sobre encarecimento de obra na Alesp

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) deu um ultimato à Companhia Paulista de Serviços e Obras (CPOS), estatal que gerencia a construção dos novos gabinetes do Legislativo paulista, para prestar informações sobre a obra, que teve o custo encarecido em 168% - de R$ 10 milhões para R$ 26,8 milhões. O conselheiro responsável pelo acompanhamento da legalidade do processo de construção, Renato Martins Costa, determinou que a empresa apresente todas as informações solicitadas até a próxima segunda-feira.A obra, parada desde julho, é alvo de suspeita de irregularidades e está sob investigação do Ministério Público Estadual. Já foram gastos na empreitada R$ 19,5 milhões - quase o dobro do previsto inicialmente para fazer toda a construção -, mas o prédio não passa de um esqueleto de concreto. Os móveis para a ala de gabinetes foram comprados antes mesmo de o edifício ficar pronto e estão empilhados pelos corredores da Assembléia. A empreiteira que iniciou o serviço, em maio de 2006, a CVP, parou a construção. Costa diz que a CPOS, contratada pelo Legislativo e que contratou a CVP, vem ignorando o pedido de remessa de documentações sobre a execução da obra. Por isso, no último dia 11, o conselheiro deu um ultimato em determinação, por escrito, enviada ao órgão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.