Taxa de lixo de SP pode ser extinta

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou que fará uma revisão da taxa de lixo cobrada dos paulistanos. Durante entrevista no Grupo Estado, na série de Eleições 2004 no Estadão, ele destacou que este estudo poderá fazer com que o tributo seja extinto. "Nós vamos fazer uma revisão que caminhe, inclusive, para a extinção", disse. "Mas essa taxa que está aí não vai ficar. É irracional", comentou, salientando que o valor da passagem de ônibus também vai ter que ser estudado.Serra ressaltou, porém, que é necessário saber quanto será gasto com o lixo. Citou que há 40% de inadimplência sobre o tributo e que 70% dos contribuintes pagam R$ 6, com um custo do serviço de arrecadação de mais de R$ 3, incluindo as taxas cobradas pelos Correios e pelos bancos."Esse cálculo, eu fiz na ponta do lápis", frisou. "Custa mais de R$ 3. É só pegar quanto custa o correio, quanto custa a manipulação, o banco, a taxa bancária. É somar tudo e ver o elemento líquido a este respeito", complementou. ?Marta está fazendo pouco na área de habitação?O candidato do PSDB afirmou também que a gestão atual de Marta Suplicy poderia fazer muito mais do que está fazendo no setor de habitação. "Aliás, essa é uma das áreas em que se fez mais fábulas", disse o candidato, questionando a informação de que 30 mil casas teriam sido construídas na administração petista. "Isso não existe, foram 10 mil. Aqui em São Paulo, para 10 milhões, dá um percentual insignificante", completou.Na opinião do candidato, as parcerias entre o governo e o Estado podem ser úteis para combater as falhas do sistema, o que não está acontecendo atualmente, segundo ele. "Vou dar um exemplo. A CDHU abriu a disponibilidade para 5 mil imóveis para a prefeitura, mas não foram aproveitados nenhum", alfinetou.Quando questionado sobre o desempenho do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), na área da habitação (em que a média de realização é de 20 mil casas construídas por ano), Serra disse que "bom seria fazer 200 mil. Mas para as possibilidades, até que está fazendo. É pouco face às necessidades, mas é muito mais do que a prefeitura está fazendo".Segundo o tucano, a falta de financiamento para a habitação é um fenômeno que não é específico de São Paulo, mas de todo o Brasil. Para Serra, houve reorganização do sistema na ocasião em que ocupou o cargo de Ministro do Planejamento. "Na verdade, houve uma reativação razoável, mas o fato é que foi ficando paralisado. Acho difícil que a Cohab retome financiamentos para a classe média, aceleradamente, sem que haja uma mudança geral no Brasil a este respeito", comentou Serra.

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