Távola promete rebater ataques da oposição

Pronto para assumir a liderança do governo no Senado, o tucano carioca Artur da Távola voltará à Casa com disposição para o diálogo, mas já deixa claro que vai rebater prontamente os ataques da oposição. "Vou tentar colocar o debate político, que desapareceu do Brasil. No último ano, o Senado passou por fatos traumáticos e a oposição operou na linha de um moralismo vingador udenista". O futuro líder reconhece que, embora tenha perdido a grande maioria das votações no Legislativo, a oposição "ganhava no debate político". Para Artur da Távola, o presidente Fernando Henrique "ficou muito sozinho" diante das críticas permanentes dos adversários. O senador diz que a oposição tentou disseminar um sentimento "de raiva" contra o presidente.Em conversas anteriores com o presidente Fernando Henrique, Távola já vinha chamando atenção para a necessidade de os aliados ressaltarem permanentemente a ação social do governo. "Temos dados que colocam este governo como o que mais investiu na área social", diz. O senador deixa amanhã a Secretaria Municipal das Culturas do Rio, no governo do pefelista César Maia. Ele volta ao Senado para ocupar o lugar que pertenceu ao ex-tucano José Roberto Arruda, que renunciou depois de reconhecer a participação do episódio da violação do painel de votação. O também tucano Romero Jucá (RR) ocupou interinamente a liderança. Távola acredita que chegará de volta em um momento "de transformação" no Senado e considera encerrada a fase das denúncias e das rivalidades entre os partidos, embora ainda esteja em curso o processo contra o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) no Conselho de Ética. "Houve uma crise aguda, mas a tendência é o Senado voltar a ser uma Câmara Alta", acredita o futuro líder.

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