Tasso volta a defender aliança com PFL

O governador do Ceará, Tasso Jereissati, afirmou hoje que o PSDB deve abrir as portas para fazer alianças com outros partidos, principalmente com o PFL, que tem a governadora Roseana Sarney (MA) como pré-candidata. "Manter as portas abertas é uma atitude pelo menos inteligente", enfatizou, deixando claro que acompanhará a posição do PSDB. "O sentimento do PSDB é ter candidato e o candidato é o Serra", ressaltou o governador cearense, afastando também qualquer hipótese de mudança em relação à candidatura tucana. "Serra é o candidato e pronto", completou. O governador considera-se à vontade para defender seus pontos de vista e opinar sobre os rumos da campanha nacional do PSDB. "Não aceito patrulha de ninguém. Vou continuar dando minhas idéias e não tem ninguém em condições ou história dentro do PSDB capaz de me patrulhar em algum momento", destacou. Juntamente com outras lideranças tucanas, seus principais aliados, Tasso Jereissati se reuniu ontem à noite com o ministro da Saúde, na residência do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. O encontro serviu para discutir a condução da campanha de Serra à sucessão presidencial. Embora defenda a manutenção da aliança do PSDB com o PFL, o governador Tasso Jereissati entende que o quadro começará a ficar nítido nos próximos meses. "Com esta disparidade nas pesquisas eleitorais, ninguém vai propor uma composição com Roseana Sarney que a exclua da condição de cabeça de chapa", ponderou Tasso Jereissati.Na reunião, lideranças do PSDB manifestaram apreensão com rumores de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia alterar as regras eleitorais até 5 de março. A preocupação principal é com a possibilidade de as coligações em nível nacional terem que ser seguidas nos estados, engessando os partidos. Esse assunto tem dominado as conversas políticas de Brasília, envolvendo também as cúpulas do PMDB e PFL que realizaram reuniões nas últimas 48 horas. "Se isso acontecer, vai zerar o jogo", afirmou Tasso, deixando claro que, por isso, é praticamente impossível avançar nas conversas enquanto a decisão do TSE não for divulgada. Apesar disso, os encontros interpartidários continuam. O senador José Sarney (PMDB-AM) almoçou hoje com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer, tentando angariar apoio em favor da candidatura de sua filha Roseana Sarney; o ministro José Serra reforçou ontem suas conversas com o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, que defende uma composição entre o PMDB e PSDB. Mas os aliados do governador Tasso Jereissati que terão influência na campanha nacional do PSDB, como o ministro Pimenta da Veiga, não acreditam em aliança com o PMDB e têm preferência pelo PFL. "É muito cedo para definir nome de candidatos a vice, mas o PSDB não tem muita confiança no PMDB", disse um dirigente tucano.

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