Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Tasso vai até dezembro cumprir papel importantíssimo', diz Alckmin

Governador defendeu permanência do senador cearense na presidência interina do PSDB; pressão para saída de Tasso aumentou principalmente depois da propaganda partidária da sigla, que faz um 'mea culpa'

Gustavo Porto, ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2017 | 20h52

SERTÃOZINHO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta terça-feira, 22, a permanência do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na presidência do partido até dezembro. No mês derradeiro de 2017, os tucanos preveem realizar a convenção nacional e um congresso para escolher o próximo presidente da legenda e o candidato à sucessão do atual presidente da República, Michel Temer (PMDB).

Jereissati ocupa interinamente a presidência do PSDB desde 18 e maio, quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se licenciou após ser afastado do mandato pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Lava Jato, no processo no qual é investigado. Aécio retomou o cargo em julho, mas o comando do partido seguiu com Jereissati, que agora sofre pressão de tucanos governistas insatisfeitos com as críticas feitas pelo parlamentar ao presidente Temer.

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"Tasso já assumiu a presidência do partido a vai até dezembro cumprir um papel importantíssimo nesse trabalho", disse Alckmin durante visita à Fenasucro, em Sertãozinho. "Temos que estar unidos para ajudar nas reformas primeiro e prepararmos um grande projeto de desenvolvimento com visão de futuro procurando unir o Brasil para 2018", emendou o governador.

O governador, pré-candidato do partido a presidente em 2018, defendeu que o PSDB inicie o próximo ano já com um nome definido para as eleições. "Acho que escolha de candidato não precisa ser agora e não deve ser de última hora. Devemos iniciar ano que vem com a candidatura definida e, se tiver mais de um candidato, que se faça primária", afirmou. "Quanto mais ampliar a consulta, mas legitimidade vai ter o candidato e mais unido vai estar o partido". 

 

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