Tasso reage à ameaça do PMDB e defende Virgílio

Ainda segundo o senador, 'com certeza, a coisa vai esquentar a partir de terça-feira', quando volta o conselho

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

30 de julho de 2009 | 15h59

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) saiu nesta quinta-feira, 30,  em defesa do colega tucano senador Arthur Virgílio (AM) acusado de ter recebido um empréstimo do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, de manter um funcionário fantasma em seu gabinete e de ter ultrapassado limites com gastos de saúde. Tasso reagiu à ameaça do PMDB de entrar com processos contra Virgílio. De acordo com ele, foi montada no Senado uma "tropa da baixaria incumbida de defender irregularidades a qualquer custo".

 

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Ainda segundo Tasso, "com certeza, a coisa vai esquentar a partir de terça-feira", quando o Conselho de Ética vai analisar os processos que pedem a abertura de processo de cassação do mandato do presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). "Não sei quando, mas daí tem que sair um Senado melhor. No Senado hoje, infelizmente, além de todas essas irregularidades, foi montada uma tropa da baixaria para defender essas irregularidades a qualquer custo. Não é um ambiente educativo o que está acontecendo lá dentro hoje", afirmou o tucano cearense.

Tasso também criticou a postura de Sarney diante das acusações que pesam contra ele, comparando-o ao ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). "O presidente Sarney pode estar cometendo o mesmo erro que o Renan cometeu quando, ao invés de defender, justificar e tentar de uma maneira ou de outra explicar, ele começa a usar uma tropa de choque desqualificada que existe dentro do Senado para ir fazendo ameaças e represálias. Esse é o pior caminho que pode ser assumido", condenou. Ele disse não haver dentro do PSDB nenhum temor.

"Apenas lamento profundamente a existência dessa tropa de choque, que é desqualificada", insistiu. Tasso Jereissati falou aos jornalistas sobre a crise no Senado após palestra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em um hotel de Fortaleza. O evento integra um ciclo de debates promovido pelo Centro Industrial do Ceará (CIC), entidade que completou 90 anos.

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