Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

Tasso pede desculpas e abre caminho para acordo

Senador tucano prega entendimento entre senadores para arrefecer a crise no Senado

Carol Pires, AE

11 de agosto de 2009 | 18h33

Em tom conciliador, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), discursou da tribuna no Senado nesta terça-feira, 11, pregando um entendimento entre os senadores para arrefecer a crise que assola a Casa na esteira das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Tasso pediu desculpas por ter travado, na semana passada, um bate-boca em plenário  com o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

 

O discurso é parte do acordo que vem sendo costurado entre governo e oposição para dar fim à crise no Senado e salvar Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder dos tucanos, e José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado. O 'acordão' começou a ser debatido na segunda-feira, 10, e líderes como Renan Calheiros (PMDB-AL), Aloízio Mercadante (PT-SP) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) estão engajados para que funcione.  

 

Veja também:

linkPlanalto e líderes tentam acordo para inocentar Sarney e Virgílio

  

Tasso disse que os senadores deveriam, antes de declarar guerra uns aos outros, ter-se unido "para tentar de vez dar um esclarecimento definitivo a isso, propor uma reforma de profundidade dentro do sistema de administração que faz nesta Casa, propor inclusive ao longo disso uma reforma política e uma reforma eleitoral".

 

O senador tucano pediu desculpas pelo episódio da semana passada, quando chamou o senador Renan Calheiros (PMDB-AP) de "cangaceiro de terceira categoria", após ter sido chamado pelo senador alagoano de "coronel de merda".

 

"Vou fazer o possível para que não se repita o que aconteceu, porque não acho, de maneira nenhuma, dignificante o que aconteceu. Mas também vou continuar com uma firmeza muito maior do que antes a lutar contra essa indignidade de existência de tropas de choque, de posições menores", disse o senador tucano.

 

Sarney presidiu a sessão e, ao ouvir do senador Almeida Lima (PMDB-SE) um pedido para que encurtasse o tempo concedido para pronunciamento de cada senador, pediu paciência. "Prorroguei o tempo porque o senador Tasso Jereissati está fazendo um discurso que se destina a encerrar um episódio nesta Casa que todos desejamos que seja encerrado. E, assim, justifica que a Mesa tenha uma certa tolerância nos prazos do seu discurso", disse Sarney.

 

Vários senadores da base aliada ao governo e da oposição fizeram apartes ao discurso de Tasso Jereissati para declarar apoio ao senador tucano. "Fico satisfeito de ouvir uma voz razoável aqui na tribuna, chamando a atenção do destino que nos reserva esse tipo de conflito que foi criado entre nós. (...) O que me preocupa é que diante da brutalidade, a paz é sinônimo de covardia", disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), primeiro senador a comentar o discurso de Jereissati.

 

O discurso também repercutiu no Twitter. Em seu microblog, Mercadante elogiou a atitude de Tasso. "Apóio a atitude dele, que significa o caminho para restabelecer o debate político e retomar votações", escreveu o senador petista.

Tudo o que sabemos sobre:
TassoRenan Calheiroscrise no Senado

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.