Tasso ironiza Garotinho e defende Roseana

Mais uma vez o governador Tasso Jereissati (PSDB-CE) parte em defesa da governadora do Maranhão e pré-candidata do PFL, Roseana Sarney. Hoje, quando visitava as obras de reforma do estádio de Fortaleza, o Castelão, ele ironizou as declarações feitas pelo pré-candidato do PSB, o governador fluminense Anthony Garotinho, de que Roseana iria desistir da disputa presidencial para se candidatar ao Senado. Tasso, que tem conversado freqüentemente com a colega maranhense, zombou das previsões: "Eu sei que ele (Garotinho) é bastante religioso e, talvez, tenha informações acima daquelas que nós temos normalmente. Eu não tenho essa capacidade toda".Sobre o ministro da Saúde e pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, Tasso afirmou continuar amigo e que quer "muito bem" a ele. Garantiu que lhe dará palanque no Ceará. E, apesar do PSDB sair unido com o partido do ex-ministro Ciro Gomes na sucessão estadual, nacionalmente, fará o que o partido resolver. "Nosso projeto, aqui no Ceará, tem o Ciro e eu numa vertente sempre muito bem composta e muito unida, que vê o projeto acima de qualquer interesse pessoal. Nacionalmente, eu sou do PSDB".Ele disse não ter fundamento a informação de que Serra teria abortado a visita que os governadores tucanos fariam na próxima ao Ceará. "Isso é uma loucura total. Eu falei com todos eles. E todos chegaram a uma conclusão muito clara. Eles têm o maior prazer em vir a Fortaleza e eu tenho o maior prazer em recebê-los aqui. Mas, se for para isso (garantir o apoio dele a Serra), ?carece?- como diz o matuto aqui do Ceará".Ele insistiu no fato das alianças eleitorais serem importantes na questão sucessória e mais ainda para a governabilidade. "Quando eu estava à frente da presidência do partido em 94, fizemos um esforço, muitas vezes incompreendido, no sentido de fazer alianças, inclusive com o PFL. Era uma coisa meio impensada naquele momento e funcionou", argumentou. De acordo com Tasso, seria inimaginável o governo Fernando Henrique sem as alianças com o PFL e, posteriormente, com o PMDB. Apesar disso, criticou o PMDB. Disse se tratar de um partido difícil para se conversar por ser muito dividido. Mas advertiu que manter o diálogo é importante, assim como as portas abertas. A mesma receita deu para resolver o impasse entre PSDB e PFL sobre quem seria o cabeça de chapa, Roseana ou Serra. E, por fim, elogiou a forma como o PT tem buscado apoio junto ao PL. "Está agindo certo, inteligentemente e responsavelmente", qualificou.

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