Tasso diz que prioridade do PSDB é ter candidato à Presidência

Para o senador tucano, não adianta ficar discutindo o nome do vice se não há um pré-candidato declarado

Raquel Massote, da Agência Estado,

04 de março de 2010 | 15h25

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse nesta quinta-feira, 4, que a grande prioridade do PSDB, mais que a indicação do nome para concorrer à vice-presidência na chapa do partido, é definir um pré-candidato a presidente. "Precisamos sair da inércia e ir para a rua com um candidato à Presidência". Para ele, não adianta ficar discutindo o nome do vice se ainda não há um pré-candidato declarado.

 

Tasso apontou, ainda, que a indicação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para compor a chapa com José Serra está praticamente encerrada. "O governador Aécio tem repetido várias vezes e, acredito nele, que não tem intenção de ser candidato a vice. Acho que essa questão está praticamente encerrada. A minha preocupação agora é com o candidato a presidente". O senador participou hoje da solenidade de inauguração da Cidade Administrativa Tancredo Neves, que passará a ser a nova sede do governo mineiro.

 

O presidente nacional do Democratas (DEM), deputado federal Rodrigo Maia (RJ), foi na mesma linha de Tasso e afirmou que não há como discutir a indicação de uma composição da chapa para a Presidência da República se ainda não há um pré-candidato a presidente. "Isso é antecipar o segundo momento. Vamos deixar o José Serra anunciar que é candidato". De acordo com o deputado, a posição manifestada pelo governador mineiro de não compor a chapa não causou desconforto ao partido. Para ele, é preciso que Aécio tome a melhor decisão para seu Estado. Dessa forma, não adiantaria pressioná-lo.

 

Maia lembrou que no final do ano passado chegou a declarar que considerava a candidatura do mineiro à Presidência como melhor caminho para a oposição nas eleições deste ano. "Mas entendemos que a eleição para o Senado, preferência do governador mineiro, também é importante."

 

Ao comentar a pesquisa Datafolha, que mostra redução da diferença entre as intenções de voto nos nomes do governador paulista José Serra e da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, Maia disse que o resultado é normal na medida em que o governo federal tem usado a máquina pública de forma ilegal e atropelado a legislação. "Não há novidade, principalmente porque não existe candidato de oposição."

 

O líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, afirmou que se Aécio Neves aceitar ser vice, o partido abriria mão de fazer parte da chapa, mas se ele não aceitar, o partido reivindicaria a indicação. Questionado quem seria o indicado, ele apenas declarou: "não vamos fulanizar agora".

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