Jefferson Rudy|Agência Senado
Jefferson Rudy|Agência Senado

Tasso diz que Doria 'tem direito' de querer disputar a Presidência pelo PSDB

Senador reiterou, no entanto, que Alckmin está na frente 'por toda a história que tem'

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2017 | 20h22

BRASÍLIA - O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou nesta terça-feira, 5, que o prefeito de São Paulo, João Doria, tem direito de querer disputar a Presidência da República em 2018 pelo partido, mas terá de correr mais rápido do que outros candidatos tucanos para se viabilizar. 

"É um direito de todos pleitear a Presidência da República. Mas hoje, se formos fazer um levantamento dentro do partido, quem está na frente é o Geraldo Alckmin, por toda a história que ele tem. Mas tem muito chão daqui para lá", afirmou o parlamentar cearense, ao ser questionado sobre as movimentações de Doria para ser candidato a presidente.

"Evidentemente, ele (Doria) tem que correr mais do que os outros, porque o governador Geraldo Alckmin foi governador por mais de duas vezes de São Paulo, tem uma longa vida parlamentar, uma longa experiência. Portanto, tem posição claramente privilegiada no partido. Cada um corre conforme a necessidade tem de chegar primeiro ou a tempo", acrescentou. 

Jereissati disse que o PSDB pretende escolher seu candidato à Presidência da República em dezembro deste ano. No entanto, caso haja mais de um nome, fará prévias somente em 2018. "Se houver mais de um candidato, vamos para as prévias em fevereiro, março, por aí", disse o senador cearense. 

Doria, por sua vez, não quer disputar prévias com Alckmin, seu padrinho político. "Não disputarei prévias com Geraldo Alckmin, embora defenda as prévias. Não faz o menor sentido. Não faria isso. Desde já me excluo dessa condição", disse Doria em entrevista ao Estado publicada na segunda-feira, 5.  O presidente interino do PSDB avaliou ainda que essa disputa entre Alckmin e Doria não provocará um racha no partido. Segundo ele, é "tradição" na legenda ter vários candidatos. "Isso não racha ninguém. Quando a gente entra em campo, todo mundo está junto", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.