Tasso: CPMF só passa no Senado se reduzir alíquota

O presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), advertiu que a Proposta de Emenda Constitucional que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) terá uma tramitação difícil no Senado caso o governo não apresente uma negociação para reduzir a alíquota. "Sem reduzir a alíquota, é impossível aprovar no Senado do jeito que veio na Câmara", afirmou ele. Para o senador, qualquer discussão do governo com a oposição tem de começar pela alteração da alíquota. "Uma prorrogação pura e simples, como foi aprovada na Câmara, não vamos aceitar. A redução da alíquota é um mínimo", disse.Jereissati reconhece que a crise no Senado envolvendo o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), dificulta a negociação. Afirmou porém, que acredita que a crise tenha uma solução antes da votação da CPMF. Ele elogiou a indicação do senador Jefferson Péres (PDT-AM) para relatar o terceiro processo contra Calheiros no Conselho de Ética. "Isso já foi uma boa resposta. É resultado da reunião que o grupo suprapartidário fez ontem decidido a retomar a credibilidade do Senado", afirmou.

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