Tasso continua como pré-candidato

O governador do Ceará, Tasso Jereissati, disse que continua pré-candidato à sucessão presidencial pelo PSDB e que, no jantar que teve ontem com seu grupo político, foi estimulado a manter-se no páreo. Quanto à proposta de pré-convenção para a escolha do candidato, já decidida pela Executiva Nacional do PSDB, Tasso Jereissati prometeu ao presidente do partido, deputado José Aníbal (SP), examinar a idéia e apresentar sua posição em nova reunião, marcada para a próxima quarta-feira, em Brasília. "Não sou candidato de mim mesmo. Fui convocado por áreas importantes do partido como o PSDB de São Paulo, Minas, Ceará e outros estados do Nordeste. Mas não tenho teimosia nem obsessão em ser candidato. Portanto, enquanto a percepção desse grupo - que é importante - for em favor do meu nome vou continuar candidato", afirmou o governador, antes de embarcar para o Rio. Tasso ressaltou que examinará com "calma e tranquilidade" a proposta de pré-convenção, deixando claro que uma de suas preocupações é com a unidade partidária, que deve ser mantida. Ele reafirmou também sua posição favorável à manutenção da aliança, mas concorda com a tese defendida pelo presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), segundo a qual cada partido deverá lançar candidato próprio no primeiro turno, caso não se chegue a um acordo político. "É possível que isso aconteça. Me parece que isso é bastante possível, pois do jeito que está ninguém quer abrir mão de lançar candidato próprio", destacou o governador. O governador do Ceará, Tasso Jereissati, reconheceu que "ninguém se firmou dentro do PSDB" para a corrida presidencial e que essa situação precisa ser analisada pelo partido. "Ninguém se firma porque é preferido ou deixa de ser preferido do povo", observou o governador, sem citar nomes de pré-candidatos. Na avaliação feita por Tasso e alguns de seus aliados como o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga; o presidente do PSDB, deputado José Aníbal; e o líder do PSDB no Senado, Geraldo Melo, nenhum nome apresentado até agora pelos tucanos alcançou densidade. "Nosso problema é que ninguém se firmou. O que a gente precisa discutir é que ninguém se firmou dentro do PSDB", insistiu. RoseanaQuanto à candidatura da governadora Roseana Sarney, que está em segundo lugar nas pesquisas, Tasso afirmou que o PSDB não pode desconhecer essa situação. "É uma realidade e ela está se colocando bem como candidata. E se é nossa aliada temos de encarar isso como realidade. Não significa que eu esteja defendendo a candidatura de Roseana. É uma opção viável e se é nossa aliada temos de manter um mínimo de coerência. Falamos a vida inteira em aliança, com o PFL e com o PMDB, e temos de aceitar esse fato. Continuo achando que o PSDB tem condições de indicar seu candidato, mas isso tem de ser feito com certo grau de serenidade e competência", concluiu Tasso.

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