Tasso acusa Lula de fazer ´o maior festival de fisiologismo´

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de promover "o maior festival de clientelismo e fisiologismo dos últimos anos", enquanto a violência atinge nível recorde no País. "A violência ultrapassou todos os limites no Brasil e só se vê discussão no governo e na base do governo sobre cargos", criticou. Para o senador, o presidente Lula tem reagido muito mal diante de episódios graves de violência, como os ataques do PCC em São Paulo, no ano passado, e o recente assassinato do menino João Hélio, durante assalto no Rio de Janeiro. "O Lula não age; só discursa como um espectador", atacou o tucano. "Toda vez que há um crime bárbaro no País, o presidente vai do lado do infrator. Não propõe nada, nem faz nada; só diz que o problema é social". De volta ao Senado, depois do feriado de Carnaval, Tasso revelou-se indignado com a forma com que o presidente Lula vem conduzindo a reforma ministerial que, a seu ver, tem limitado o debate dos governistas a cargos. "Não se vê discussão de programa, de plano de governo, só de cargos", criticou, afirmar que Lula e seus aliados vêm ignorando "qualquer critério de competência, de partidos políticos, de programa e de projeto".Rodrigo MaiaA insatisfação do presidente do PSDB, no entanto, não se limita ao governo e seus aliados. Em meio ao desabafo em conversa com jornalistas, sobraram críticas também ao líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), com quem Tasso já trocara farpas durante a campanha presidencial. Inconformado com as críticas de Maia ao líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), por conta da recusa dos tucanos em aceitar uma relatoria das medidas que compõem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O Rodrigo precisa parar de criticar os outros e olhar para si mesmo. Esse rapaz está passando do ponto. Todo dia vem com uma crítica ao comportamento do PSDB", reclamou. Tasso sugere que o líder do PFL se convença de que é um ator da política, e não um crítico. "Ele se comporta como um colunista", criticou o tucano, para quem Maia precisa entender que "não é uma Dora Kramer (colunista do Estado), nem uma Teresa Cruvinel (colunista do jornal O Globo)".

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