Tasso acusa governo Lula de 'muita soberba' ao negociar CPMF

Presidente do PSDB confirmou que partido vai votar contra CPMF no Senado; para ele, PT não soube negociar

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

18 de novembro de 2007 | 18h14

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, acusou neste domingo, 18, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de agir com "muita soberba". De acordo com Tasso, não vai ser tão fácil aprovar a prorrogação da CPMF e salvar o mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), apesar do acordo firmado entre PMDB e o Palácio do Planalto.    "Eles fizeram isso da outra vez, dentro dessa política vergonhosa, em que se troca dignidade por apoio. Se troca cargos por dignidade. Mas eu acho que, dessa vez, muitos aprenderam a lição", afirmou o tucano durante convenção do partido realizada neste domingo, em Fortaleza.  Veja também: Entenda como é a cobrança da CPMF Tupi fortalece Minas e Energia; PMDB quer ministério por CPMFTasso confirmou que o PSDB vai votar contra a CPMF no Senado. Segundo ele, o PT não negociou corretamente e tem agido com muita soberba. "Existe hoje um espaço enorme para esse corte de impostos no Brasil, já que há uma abundância de recursos, o que não existia no passado", comentou. Como exemplo de soberba, Tasso citou um acordo fechado com o Planalto que acabou não sendo cumprido pelo governo, segundo o senador.      "Nós fizemos uma votação no Senado em que nós tirávamos um projeto de lei que o governo mandou, permitindo o envio de recursos para os municípios durante as eleições - algo que nunca foi permitido. Nunca existiu isso, e o governo cria. Fizemos um acordo tirando esse artigo, e o governo concordou. Na Câmara, recolocou, ignorando completamente o acordo feito. É falta de palavra. É soberba. É continuar agindo como se não percebesse", atacou Tasso. Outro exemplo de soberba citado por Tasso foi o afastamento de quatro economistas do Ipea, "um órgão que, mesmo na ditadura, tinha independência", segundo o senador. "Agora não tem. É uma tendência cada vez maior ao autoritarismo. Uma soberba; uma prepotência que vem ao gosto do presidente e nunca existiu na história desse País", comentou. O tucano classificou como "intriga" e "fofoca de Brasília" notícias de que os deputados federais do PSDB estariam reivindicando mais espaço na cúpula do partido, uma vez que, no Senado, havia muita negociação com o Planalto. "Isso é intriga. Isso é fofoca. Brasília tem muito disso", finalizou.

Tudo o que sabemos sobre:
Tasso Jereissati

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.