Tarso volta a negar favorecimento de partidos em dossiê da PF

Ministro disse que vai mostrar que sempre quando os resultados da PF são divulgados 'há estremecimento'

Agência Brasil,

06 de abril de 2009 | 16h41

O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a afirmar nesta segunda-feira, 6, que não houve favorecimento a partidos da base aliada no relatório final da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investiga crimes financeiros e repasses da construtora Camargo Corrêa.

 

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Genro disse que na próxima semana, quando dará explicações a senadores da Comissão de Constituição e Justiça, vai mostrar que sempre quando os resultados de investigações da PF são divulgados "há estremecimento". "São as dores do parto da democracia e da República", disse. "Essa queixa [de favorecimento] também já houve em outras oportunidades. Isso é uma coisa natural", completou.

 

O ministro reforçou que "obviamente" nenhum partido foi privilegiado. Ele ressaltou que as investigações da PF são orientadas ou realizadas em conjunto com o MP.

 

A oposição apresentou um requerimento para que Tarso e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, prestassem esclarecimento sobre a exclusão de três paridos da base do governo do relatório final da operação: PT, PV PTB, que teriam recebido repasses da Camargo Corrêa. No documento remetido à Justiça Federal, a PF citou sete partidos: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP.

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