Tarso reitera que Orçamento da Justiça não terá cortes

Confiante, ministro diz que realocação de gastos para compensar fim da CPMF não deve atingir sua pasta

Agência Brasil

04 de janeiro de 2008 | 17h36

 Ao sair de reunião, nesta setxa-feira, 4, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça, Tarso Genro, reiterou estar confiante de que não haverá cortes em sua pasta, na realocação de gastos que será necessária para compensar as perdas com a o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Esse assunto não foi tratado com o presidente e continuo absolutamente confiante de que não teremos corte de recursos", afirmou. Tarso Genro disse ter apresentado ao presidente um balanço das atividades do ministério em 2007 e da execução dos recursos que, segundo o ministro, "bateu todos o recordes" - cerca de 99,5% dos recursos foram empenhados, além dos valores que estavam contingenciados e de outros R$ 314 milhões que foram liberados. O ministro informou ainda que levou a Lula os resultados da implantação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) relativos ao ano passado e também a previsão dos trabalhos a serem realizados neste semestre. "O presidente não só elogiou o projeto, como o estágio em que se encontra", disse. Ele citou também os investimentos no sistema penitenciário: "Quase dobramos os valores destinados aos estados, não só no âmbito dos projetos do Pronasci como naqueles relacionados com as penitenciárias tradicionais. São cerca de R$ 750 milhões empenhados, enquanto em 2006 o total foi em torno de R$ 400 milhões." Mais cedo, Lula recebeu o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner. Na quinta,  foi a vez de Márcio Fortes, ministro das Cidades, e de Fernando Haddad, da Educação, que disse não ter discutido corte de gastos. Segundo Haddad, o presidente garantiu que os programas sociais prioritários serão mantidos. Com o fim da cobrança da CPMF, desde o dia 1º, o governo deixa de arrecadar R$ 40 bilhões. Ministros da área econômica anunciaram, para compensar esta perda, aumento de tributos e corte de R$ 20 bilhões em gastos no Orçamento Geral da União para 2008.

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