Tarso recebe pedido e PF deve começar perícia nesta quarta

Pedido foi entregue ao ministro da Justiça por Tião Viana; que presidiu sessão da Mesa Diretora nesta manhã

Rosa Costa, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 15h23

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira, 17, que deve "despachar" nesta quarta para a Polícia Federal o pedido da Mesa Diretora do Senado para aprofundar a perícia nos documentos de defesa apresentados pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros, no processo que responde no Conselho de Ética por suposta queda de decoro parlamentar. "Recebi o pedido da Mesa do Senado. Já examinei os quesitos e agora vou detalhar no despacho que vou proferir amanhã", disse Tarso após retornar de uma reunião no Palácio do Planalto.   Veja também:    Entenda o caso Renan Renan vira 'corretor' de gabinete para salvar o mandato   Segundo o ministro, os trabalhos da PF devem se restringir às questões que estão sendo debatidas no Conselho de Ética "porque uma investigação mais ampla sobre o senador só pode ser feita por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF)".Questionado se alguma das perguntas encaminhadas para os peritos da PF extrapola a lei, Tarso disse que não examinou ainda a questão detalhadamente. O ministro observou que o pedido em si não é inconstitucional. "Estão dentro das normas legais", disse. "O que poderia ser inconstitucional seria o processo de investigação fora dos parâmetros solicitados pelo Conselho de Ética", explicou.   O primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana(PT), foi quem entregou o pedido ao ministro. "Ele (Tarso) foi muito atencioso, muito solícito, e disse que, no máximo até amanhã, dará prosseguimento à ação", relatou Viana, após entregar ao ministro da Justiça o pedido, aprovado nesta manhã, por unanimidade, pelos senadores da Mesa Diretora. Os documentos a serem periciados pela PF foram apresentados por Renan ao Conselho de Ética do Senado para comprovar que faturou R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos com venda de gado de suas fazendas em Alagoas.   Com esses documentos, Renan tenta neutralizar a denúncia de que aceitou dinheiro de um lobista de uma empreiteira para pagar despesas pessoais. No caso de uma nova perícia pela Polícia Federal, aliados de Renan Calheiros argumentam que somente uma Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) e o STF teriam poderes para investigá-lo, já que como parlamentar tem foro privilegiado.   A PF deu um prazo de 20 dias para concluir a análise dos documentos, o que deve coincidir com o fim do recesso parlamentar, que tem início nesta quarta-feira e vai até 31 de julho.   O caso se arrasta desde 25 de maio, quando veio à tona o escândalo.   A primeira perícia resultou em "indícios de irregularidades" nas notas fiscais apresentadas por Renan.   Texto atualizado às 16h50

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