Tarso rebate acusações de Yeda sobre conspiração

Em entrevista à 'Veja', governadora do RS acusa o ministro de tentar desestruturar sua administração

Carlos Alberto Fruet, de O Estado de S. Paulo,

15 de junho de 2008 | 19h09

O ministro da Justiça, Tarso Genro, rebateu na tarde deste domingo, 15, em sua residência, em Porto Alegre, as declarações da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, à revista Veja no último fim de semana, sobre a crise no governo gaúcho. Conforme a matéria, Yeda vê uma conspiração para tentar desestruturar sua administração e acusa Tarso. "A governadora se mostra excessivamente tensa e vulnerável. Os alvos que ela tem buscado atingir são equivocados", disse o ministro.   Veja também: Gravação de conversa abre crise no governo Yeda, no RS Deputados do PT pedem saída de governadora do RS PP e PMDB rompem com chefe da Casa Civil do RS   Tarso também refutou com veemência as acusações de Yeda à atuação da Polícia Federal (PF) na Operação Rodin, sobre o desvio de verbas no total de R$ 44 milhões no Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS), em matéria do Estado deste domingo, 15. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A atuação do delegado Ildo Gasparetto foi limpa e transparente. A Polícia Federal age dentro da legalidade. Foi assim no caso do desvio de verbas do Detran, e também no Rio Grande do Norte, quando da prisão do filho da governadora Wilma Faria".   O ministro da Justiça também acrescentou que é um equívoco atribuir ao delegado Gasparetto tudo que está sendo apurado sobre o Detran, quando diz que o superintendente da PF "fala somente sobre as questões estaduais, chama para entrevista, faz o diabo". "Repito que é um equívoco este comentário da governadora Yeda Crusius. O que foi apurado pela PF foi aceito pelo Ministério Público, tanto isto é verdade que 40 pessoas foram indiciadas no caso Detran".   Sobre a vinculação com sua filha, a deputada federal Luciana Genro e o pedido de impeachment à governadora gaúcha feito pelo seu partido, o PSOL, na semana passada, Tarso diz que são dois fatos completamente diferentes: "Adoro a minha filha, mas isto não me impede de divergir sobre o que o seu partido fez. Eu, pessoalmente, discordo dessa atitude. Acho que não é esse o caminho".   A matéria da Veja é contestada por Yeda Crusius, por meio do porta-voz do governo estadual, Paulo Fona, que a expressão "República de Santa Maria" (Tarso, Luciana, Gasparetto e o relator da CPI, deputado Fabiano Pereira, do PT), da qual o ministro seria o líder de um movimento para tentar derrubar a governadora, não foi dita pela governadora: "Ela não qualificou as pessoas que trabalham ou tiveram sua carreira profissional política como 'República de Santa Maria'. Ela entendeu que teve algum tipo de mal-entendido com o repórter da revista.

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