Tarso reafirma que Lula só anuncia Ministério em fevereiro

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai esperar não apenas a eleição para as presidências da Câmara e Senado, em 1º de fevereiro, como também o impacto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sobre a base aliada para só então promover as mudanças na equipe. O PAC será anunciado na próxima segunda-feira e algumas medidas deverão ser submetidas ao Congresso. "O presidente somente fará consultas para substituições no ministério depois do dia 1º de fevereiro", disse Tarso. Questionado se o governo iria primeiro verificar o comportamento dos aliados no Congresso para só então distribuir cargos no governo, Tarso reagiu: "Essa é uma pergunta de má fé". Tarso informou que na reunião que o presidente Lula fará na segunda-feira, às 9h30, com os governadores para apresentar o PAC será definida uma agenda de discussões sobre as reformas política e tributária. Segundo ele, 20 dos 27 governadores já confirmaram presença na reunião.Entre os que não confirmaram a participação no encontro até agora, segundo ele, estão os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que estará no exterior na próxima semana, e de São Paulo, José Serra (PSDB).Tarso Genro destacou que o PAC não será uma mera declaração de intenções. Segundo ele, o trabalho coordenado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, "é de alto nível". Na sua avaliação, o PAC vai dar impulso à política de crescimento. CâmaraO ministro avaliou que o lançamento da candidatura do deputado Gustavo Fruet (PSDB) à presidência da Câmara não tira votos dos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), os dois candidatos da base governista. "Não cabe ao governo emitir juízo sobre a candidatura da chamada terceira via", afirmou o ministro, numa referência a Fruet. "O que não queremos é que a divisão gere uma derrota de um dos candidatos da base", afirmou.Para ele, o que vai unificar a base são as medidas do PAC. "Se, eventualmente, o PAC não conseguir soldar a base do governo, isso sim pode preocupar", afirmou.

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