Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio

Ministro coloca órgão à disposição para investigar interferências de milícias nas campanhas da capital fluminense

Agência Brasil

24 de julho de 2008 | 16h25

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira, 24, que a Polícia Federal está à disposição da Justiça Eleitoral do Rio para investigar possíveis interferências de milícias e de quadrilhas do tráfico de drogas nas campanhas eleitorais da capital fluminense. "A Polícia Federal está à disposição do Tribunal Regional Eleitoral para fazer as investigações que forem necessárias", disse o ministro, após reunião na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio. "Mas tem que haver um pedido expresso das autoridades para que isso ocorra", completou.   Veja Também: No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais   Nesta manhã, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, pediu que a PF investigasse ameaças de grupos paramilitares contra eleitores do Complexo do Alemão, na zona norte, e da Rocinha, na zona sul. A Polícia Civil do Rio já apura intimidações a moradores e o constrangimento a candidatos, impedidos de fazer campanhas políticas em áreas dominadas por quadrilhas. Na última segunda-feira, a polícia prendeu o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM) e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães (PMDB). Eles são acusados de chefiar uma milícia na zona oeste, que constrangia os eleitores da localidade.   Segundo informações da rádio CBN, a polícia do Rio apreendeu nesta quinta-feira, na favela da Rocinha, uma espécie de "ata de reunião" na qual o chefe do tráfico proíbe campanhas eleitorais a outros candidatos que não o escolhido por ele. Segundo a polícia, o candidato a uma vaga na Câmara dos Vereadores é Luiz Claudio de Oliveira, presidente da associação de moradores da favela. Num dos trechos, ainda segundo a CBN, o traficante determina que ninguém trabalhe para candidatos de fora da Rocinha, não agende visitas e não convide para eventos na favela.

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