Tarso promete diálogo com oposição e transparência

O novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), recebeu o cargo de sua antecessora Yeda Crusius (PSDB) às 9h50, no Palácio Piratini. Logo depois, em discurso de 13 minutos, citou o escritor Èrico Verissimo, o jurista Raimundo Faoro e o líder sul-africano Nelson Mandela como seus inspiradores, e prometeu dialogar com oposição.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 12h29

"Agora não sou mais representante de uma facção política, mas governador comprometido com o programa escolhido por todos os gaúchos", destacou, para garantir que, na nova condição, levará em consideração as razões dos outros como "dignas de serem ouvidas, processadas e incorporadas".

Tarso também reiterou que, inspirado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer levar o Rio Grande do Sul a um novo patamar de civilidade política, crescimento econômico, geração de emprego e renda e participação democrática do cidadão. Anunciou, ainda, que quer a imprensa acompanhando seu governo "no detalhe", instigando os jornalistas a "sempre que tiverem informações", fazerem denúncias contra ocupantes de cargos públicos.

Lembrando que qualquer acusado terá direito de se defender, Tarso ressaltou que "é dessas informações colocadas na esfera pública que surge a transparência". Tarso prometeu ainda fazer do Estado "um exemplo de ética pública, de responsabilidade pública, de transparência e combate aos desvios de comportamento de agentes públicos".

"Vamos desenvolver aqui neste Estado um sistema de transparência e de combate à corrupção semelhante ao trabalho que já fizemos no Estado brasileiro, junto com a Procuradoria Geral da União e junto com órgãos de controle do País quando eu fui ministro da Justiça", ressaltou.

Militância

Tarso também conclamou a militância a "fazer o trabalho cívico e político de transformar o Rio Grande do Sul num exemplo para o mundo em termos de participação cidadã". Para isso, destacou que seu governo desenvolverá um sistema de participação que inclui instrumentos como o orçamento participativo, a consulta popular, os conselhos regionais de desenvolvimento e novas formas, aproveitando as facilidades oferecidas pela internet. O objetivo, segundo o governador, é fazer com que a população possa "controlar o Estado, informar-se e também opinar".

Depois do discurso, Tarso conduziu Yeda à porta do Palácio Piratini. A ex-governadora foi aplaudida por seu secretariado e simpatizantes e voltou para sua casa. Tarso empossou seu secretariado e fez uma saudação a cerca de 150 militantes que estavam na Rua Duque de Caxias. Logo depois viajou para Brasília para acompanhar a posse da presidente Dilma Rousseff.

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