Tarso oferece Força Nacional para garantir eleições no Rio

Candidatos têm sofrido veto para fazer campanhas em favelas controladas pelo tráfico e milícias na cidade

da Redação,

28 Julho 2008 | 11h04

A atuação da Força Nacional de Segurança no Rio de Janeiro durante as eleições não depende exclusivamente de pedido do governo do Estado. A Justiça Eleitoral também pode requisitar a presença da Força, segundo afirmação do ministro da Justiça, Tarso Genro, nesta segunda-feira, 28. Para o ministro, a situação de insegurança no Rio já atinge a esfera político-eleitoral, o que requer uma atuação rápida. "O combate ao crime organizado em certos lugares onde há ausência do Estado é questão política chave, porque quando o crime se encontra com a política a situação fica mais complexa e mais difícil de resolver".   Os candidatos a prefeito na cidade têm sofrido veto para fazer campanhas em favelas controladas pelo tráfico de drogas e milícias no Rio. Para tentar resolver a questão, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Brito, reúne-se com o presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, Raul Jungmann (PPS-PE), e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, nesta segunda.   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais    Tarso participou do encontro com gestores estaduais do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). No último sábado, criminosos ameçaram jornalistas que acompanhavam uma caminhada de Marcelo Crivella (PRB) pela Vila Cruzeiro. Fotógrafos de três jornais foram obrigados por traficantes, um deles armado com um fuzil, a apagar fotos de suas câmeras feitas durante o corpo-a-corpo. Os traficantes apareciam em fotos registradas quando o candidato tentava cumprimentá-los.   Na semana passada, Tarso defendeu a atuação da Polícia Federal para apurar a atuação do tráfico e milícias nas eleições do Rio. Ele disse que a PF está à disposição da Justiça Eleitoral para investigar possíveis interferências nas campanhas da capital fluminense. "A Polícia Federal está à disposição do Tribunal Regional Eleitoral para fazer as investigações que forem necessárias", disse o ministro. "Mas tem que haver um pedido expresso das autoridades para que isso ocorra", completou.   Jungmann já pediu que a PF investigue as ameaças de grupos paramilitares contra eleitores do Complexo do Alemão, na zona norte, e da Rocinha, na zona sul. A Polícia Civil do Rio já apura intimidações a moradores e o constrangimento a candidatos, impedidos de fazer campanhas políticas em áreas dominadas por quadrilhas. Na segunda-feira passada, a polícia prendeu o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM) e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães (PMDB). Eles são acusados de chefiar uma milícia na zona oeste, que constrangia os eleitores da localidade.   (Com Agência Brasil e Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo)    

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