Tarso nega que indiciamento de filho de Sarney foi político

Fernado Sarney foi indiciado pela PF na noite de quarta-feira por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Agência Brasil,

16 de julho de 2009 | 18h36

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira, 16,  que o indiciamento, pela Polícia Federal, do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é um trabalho normal, desvinculado da crise política.

 

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"É um trabalho ordinário. O inquérito começou com informações do Ministério da Fazenda, controlado pelo Ministério Público", declarou o ministro, depois de participar do lançamento de um programa de saúde para policiais, no Rio de Janeiro.

 

"(O indiciamento) não quer dizer que ele seja culpado (filho do Sarney), quer dizer que irá responder um processo. Isso é normal em um Estado Democrático", completou o ministro. "É um processo antigo, não tem nada a ver com a crise."

 

O filho do presidente do Senado foi indiciado na noite de quarta-feira por formação de quadrilha, criação de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As penas podem chegar a 22 anos de prisão.

 

Tarso Genro também voltou a defender a reforma política como forma de evitar as crises no Senado, que, desde o começo do ano, é alvo de diversos tipos de denúncias.

 

"Se tivéssemos feito a reforma política, há tempos, essas questões seriam administrativas, eventualmente policiais, mas não questões políticas", avaliou.

 

Perguntado sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ontem classificou os senadores de "bons pizzaiolos", Genro minimizou a importância da frase e disse que Lula busca sempre a conciliação política da Casa.

 

"A expressão que o presidente usou, inclusive, não desconstitui a imagem do Senado. O presidente falou no sentido de conciliação, de composição de crise e não de ofensa pessoal", explicou.

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