Tarso nega interferência do Planalto na disputa do PMDB

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, negou que o Palácio do Planalto tenha interferido na disputa interna do PMDB, motivo alegado pelo ex-ministro Nelson Jobim para desistir da candidatura à presidência do partido. "Conversei por telefone com o ministro Jobim. Não existe isso de interferência do governo, nunca existiu", disse Genro a jornalistas, no Palácio do Planalto. Em nota comunicando sua renúncia à disputa pela presidência do PMDB, Jobim afirmou que "os acontecimentos das últimas horas enunciam a opção objetiva do governo quanto à disputa no PMDB". O grupo político de Jobim rebelou-se com a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de receber em audiência nessa terça-feira, 6, o presidente do PMDB, Michel Temer, candidato à reeleição. A cúpula do PMDB no Senado, que apoiava Jobim, se disse irritada com a aproximação do Planalto com Temer e Lula já foi informado que o grupo se considera "liberado" do apoio que vem dando ao governo desde agosto de 2005. Tarso Genro negou também que o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), aliado de Temer, tenha sido convidado para assumir o Ministério da Integração Nacional, no encontro que teve com Lula na tarde da última segunda-feira. Na conversa do presidente com o deputado Geddel não se tratou de nomes de ministros, mas da participação da bancada do PMDB na Câmara no governo". Segundo Tarso Genro, os deputados do PMDB vão sugerir o nome de um ministro ao presidente Lula. Aliados de Jobim reunidos nesta terça-feira na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), consideraram Genro responsável pelos movimentos do Planalto que favoreceriam a candidatura de Temer.

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