Tarso nega em discurso descontrole e crise na PF

Sem citar nomes, ministro condena supostos desvios de conduta do delegado Protógenes na Satiagraha

Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo,

18 de novembro de 2008 | 10h29

O ministro da Justiça, Tarso Genro, fez nesta terça-feira, 18, um desagravo à Polícia Federal (PF) e negou que haja crise na instituição e falta de controle, depois do episódio da Operação Satiagraha, que culminou com o afastamento do delegado Protógenes Queiroz da investigação.  Veja também:As prisões de Daniel Dantas Os alvos da Operação Satiagraha  Juiz De Sanctis continua no caso Satiagraha, decide TRF-3 Em discurso durante o lançamento do Sistema de Controle de Produtos Químicos da PF, no Ministério da Justiça, Genro disse que o que está havendo na PF é o aprofundamento dos mecanismos de controle, não só em relação ao tráfico de drogas e de combate ao crime organizado, mas também para dentro da instituição, a fim de corrigir excessos e desvios de conduta. Sem citar nomes, Genro condenou os supostos desvios de conduta do delegado Protógenes na operação Satiagraha."Por mais correta que seja uma operação, no sentido de buscar os objetivos da investigação, isso não justifica desvio de conduta e nem elação de ilegalidades", disse o ministro.  "É por isso que os controles da PF estão sendo aprofundados. Os controles de corregedoria e os controles de sindicância e também os relativos à ação externa da PF no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e à evasão de divisas", enfatizou o ministro.  "O combate à lavagem de dinheiro e tantos outros delitos financeiros, objetos da nossa competência, continuará sendo prioridade", ressaltou o ministro, referindo-se ao objetivo da ação Satiagraha, que é investigar uma suposta rede de lavagem de dinheiro e crimes financeiros que seria comandada pelo banqueiro Daniel Dantas, sócio fundador do banco Opportunity.

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