Tarso Genro vê exagero da oposição

O ministro da Educação, Tarso Genro, procurou minimizar os efeitos da crise provocada pelo caso Waldomiro Diniz e critica a atitude da oposição. "O que há de fato é um grande movimento político de oposição para superlativar e transformar esta crise numa crise de governabilidade", sustentou o ministro em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. Para ele, o governo agiu rápido ao demitir o ex-assessor parlamentar, embora admita ter ocorrido uma certa desorientação inicial."Eu acho que o governo foi surpreendido pela crise", disse Tarso. "Houve em todos nós uma grande perplexidade e talvez o governo não tenha agido de uma maneira unitária organizada, num primeiro momento. Agora, o governo respondeu e demitiu o servidor. "Agenda positivaO ex-prefeito de Porto Alegre se declarou contra a formação de uma CPI para apurar o caso e sugeriu uma "agenda positiva" do governo para retomar o crescimento econômico. "É preciso informar o que foi feito neste primeiro ano para o futuro do País, como também o governo apresentar, rapidamente, a sua agenda de trabalho para a retomada do crescimento econômico, para o combate à corrupção e das políticas sociais", sugeriu Tarso Genro."As investigações sempre são usadas politicamente, como a CPI da segurança pública, no Rio Grande do Sul", prosseguiu o atual ministro da Educação. "Totalmente politiqueira, falsa, que resultou em nada e que contribuiu para desconstituir politicamente, por um bom tempo, o governo Olívio Dutra." Reforma política jáTarso admitiu que o atual sistema de financiamento de campanhas políticas leva à irregularidades generalizadas na arrecadação de recursos que seriam cometidas por todos os partidos políticos. "Eu sou a favor de uma imediata reforma política, eu sou a favor do financiamento público de campanhas", pregou o ministro. "Porque todas as campanhas, em maior ou menor grau têm irregularidades, independentemente da vontade dos candidatos", frisou. Ele citou como exemplo o caso de um jantar organizado para a arrecadação de recursos. "Se uma parte da verba for utilizada para pagar a gasolina usada na distribuição de panfletos, comete-se uma irregularidade", criticou Genro. "Isso é absolutamente incontrolável."

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