Tarso Genro toma posse no RS

Tarso citou em seu discurso Nelson Mandela, o escritor Érico Verissímo e o jurista Raimundo Faoro

Elder Ogliari,

01 de janeiro de 2011 | 09h27

O novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), recebeu o cargo de sua antecessora Yeda Crusius (PSDB) às 9h50min deste sábado, no Palácio Piratini. Logo depois, em discurso de 13 minutos, citou o escritor Èrico Verissimo, o jurista Raimundo Faoro e o líder sul-africano Nelson Mandela como seus inspiradores, e prometeu dialogar com oposição. "Agora não sou mais representante de uma facção política, mas governador comprometido com o programa escolhido por todos os gaúchos", destacou, para garantir que, na nova condição, levará em consideração as razões dos outros como "dignas de serem ouvidas, processadas e incorporadas".

Tarso também reiterou que, inspirado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer levar o Rio Grande do Sul a um novo patamar de civilidade política, crescimento econômico, geração de emprego e renda e participação democrática do cidadão. Anunciou, ainda, que quer a imprensa acompanhando seu governo "no detalhe", instigando os jornalistas a "sempre que tiverem informações", fazerem denúncias contra ocupantes de cargos públicos. Lembrando que qualquer acusado terá direito de se defender, Tarso ressaltou que "é dessas informações colocadas na esfera pública que surge a transparência".

Depois do discurso, Tarso conduziu Yeda à porta do Palácio Piratini. A ex-governadora foi aplaudida por seu secretariado e simpatizantes e voltou para sua casa. Tarso empossou seu secretariado e fez uma saudação a cerca de 150 militantes que estavam na Rua Duque de Caxias. Logo depois viajou para Brasília para acompanhar a posse da presidente Dilma Rousseff.

Em seu discurso, ele prometeu manter relações respeitosas com a oposição e propôs um pacto entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para construir consensos necessários ao Estado. "Tenho convicção de que o Rio Grande do Sul está maduro para dar um salto afirmativo em sua cultura política", afirmou Tarso, referindo-se tanto às tradicionais divisões dos gaúchos quanto às condições para o diálogo que vê no momento.

 

Para conclamar todos à cooperação, o governador chegou a lembrar de uma ameaça que julga existir no País. "Sabemos que hoje existe um processo subliminar de desmoralização dos partidos e de desconstituição da esfera política como status fundamental de construção da democracia e da República". Segundo Tarso, hoje há no Rio Grande do Sul "acúmulo suficiente para colocar o Estado em outro patamar de civilidade política".

 

Ao final da cerimônia de posse na Assembleia, Tarso atravessou a Rua Duque de Caxias e foi ao Palácio Piratini receber o cargo da governador Yeda Crusius (PSDB

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