Tarso Genro diz que fará transição com civilidade

Tarso Genro diz que fará transição com civilidade

Governador derrotado neste segundo turno no Rio Grande do Sul diz que respeitará a vontade do povo 'que quer mudanças'.

LISANDRA PARAGUASSU, ENVIADA ESPECIAL, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 21h38

Derrotado neste segundo turno pelo peemedebista José Ivo Sartori, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou que acata e respeita a decisão das urnas e desejou uma "boa gestão" ao seu opositor. "Não era para nós ganharmos. Está demonstrado que o povo do Rio Grande queria mudanças e agora vai explorar outros caminhos. Cabe a nós respeitarmos", afirmou o governador.

Tarso foi derrotado com uma diferença de quase 20 pontos porcentuais, depois de terminar o primeiro turno também atrás de Sartori. O governador atribuiu essa diferença ao fato de o candidato ter apresentado um discurso mais "adequado à conjuntura nacional e estadual", que inclusive tem apoio de dois partidos que, nacionalmente, estão com Dilma Rousseff, o PP e o PMDB, e negou que tenha havido apenas um "antipetismo". "Não foi o traço principal, foi uma candidatura competente que capturou esse um terço que vai para um lado e para o outro", disse.

Tarso afirmou que seu governo vai fazer uma transição "com alto nível de civilidade e responsabilidade política". "Não criaremos obstáculos. Seremos oposição, mas na assembleia apoiaremos todos os projetos que sejam positivos para o Rio Grande", afirmou.

O governador, apesar de se declarar "um pouco triste" por não ter sido reeleito, afirmou que a reeleição de Dilma Rousseff (PT) tem que ser comemorada. "Eu havia afirmado que estava em andamento um golpismo político e midiático que poderia atrapalhar as eleições, tentando bloquear a reeleição da presidente Dilma", disse. "Eu chamei pelo próprio nome, de conspiração política antidemocrática, com certos meios de comunicação. Mas o povo foi sábio e rejeitar essa sujeira".

Tarso negou que tenha planos para voltar ao governo federal e que voltará a ser "um militante político que sempre foi", mas planeja trabalhar para ajudar a reconstruir o PT. "Planejo ajudar a reconstruir, reestruturar esse partido que está maculado por diversos problemas, ajudar a unificar a esquerda para um projeto nacional de futuro", disse.

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