Tarso Genro defende indicação de Toffoli para vaga no STF

'Acho que o fato de ele ser jovem é um sopro positivo para o Supremo', afirmou o ministro da Justiça

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo,

17 de setembro de 2009 | 12h01

O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu nesta quinta-feira, 17, a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, ocupe a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta com a morte do ministro Carlos Alberto Direito.

 

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Genro também rejeitou a crítica de que de Toffoli, de 41 anos, é muito inexperiente para o Supremo. "Ele poderá ser um grande ministro do Supremo. Não podemos impugnar uma pessoa pela sua juventude. Acho que o fato de ele ser jovem é um sopro positivo para o Supremo", afirmou Tarso ao chegar no Seminário "Democracias em Mudança na América Latina".

 

O ministro também disse que a indicação não tem nenhum vínculo com a votação sobre o refúgio do italiano Cesare Battisti, que está em julgamento no Supremo. Ele insistiu que o julgamento de Battisti "não está em jogo na nomeação do novo ministro".

 

Segundo Genro "o presidente Lula jamais nomearia um ministro condicionado a determinado voto ou perguntando a ele como vai se posicionar sobre determinada questão". Tarso Genro optou pela concessão de refúgio a Cesare Battisti, mas o Supremo está dividido sobre a questão. O relator, ministro Cézar Peluso, foi a favor da extradição do italiano. "O voto do ministro Peluso é um voto de alta qualidade, respeitável. Discordo radicalmente dele em função de determinada visão da Constituição e da política", afirmou Genro.

 

O ministro disse esperar que o presidente da República continue a ter a palavra final sobre os casos de extradição. "Acho muito arriscado mudar (este princípio) e muito equivocado", afirmou. Genro disse no entanto que a decisão do Supremo "será aplicada e respeitada".

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