Tarso diz que PF prosseguirá com ações de impacto

Ministro afirma que troca no comando com saída de Lacerda não mudará atuação, mas 'sem pirotecnia'

VANNILDO MENDES, Agencia Estado

30 de agosto de 2007 | 19h00

O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou em entrevista coletiva que a Polícia Federal (PF) continuará realizando operações de impacto no combate ao crime organizado, mas sem pirotecnia. Tarso disse que as operações serão feitas com a preocupação de "evitar a exposição pública" dos que são presos, a fim de preservar a privacidade, e "evitar injustiças que às vezes ocorreram com pessoas que foram expostas e depois inocentadas."Genro falou também sobre a saída do diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, que passará a comandar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Disse que Lacerda saiu da PF "porque quis". "É um homem que tem a confiança do Estado, vinha desenvolvendo na PF um excelente trabalho. Não houve divergência, nenhum ponto de choque. O trabalho com Lacerda sempre foi coordenado e articulado", afirmou o ministro. Acrescentou que a Abin "será revigorada e fortalecida" com Lacerda, que, segundo Genro, "acha salutar a rotatividade, sobretudo em postos policiais."Genro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convenceu a levar Lacerda para a Abin por precisar, lá, de um homem como ele. O ministro afirmou que não há crise interna na PF, que continuará ampliando a qualificação desenvolvida por Lacerda. "Nada muda na PF em relação ao modo de trabalho, inclusive para blindar a PF de influências políticas e para que não seja uma caixa de ressonância de nenhuma ideologia ou partido", disse. Contudo, Genro admitiu que serão adotadas medidas para "aperfeiçoar os métodos de investigação policial e de inteligência." Disse que está para ser concluído, por exemplo, um trabalho de regulamentação das escutas telefônicas para evitar que resultado de "gravação autorizada (de conversas) caia em mãos indevidas e para que não haja mau uso nem exposição pública de inocentes."

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