Tarso diz que não há indícios de crime contra Rondeau

Presidente Lula admite reconduzir o peemedebista a Minas e Energia

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h47

O ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu que não viu indícios de crime envolvendo o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. O ex-ministro foi acusado pela Polícia Federal, na Operação Navalha, de ter recebido R$ 100 mil da construtora Gautama - empresa pivô da máfia das obras."Eu examinei as peças, depois que o processo se tornou público, e eu não vi até agora nenhum delito que pudesse ser imputado ou provado contra o ministro Silas Rondeau. Agora, eu não sou a autoridade adequada para fazer um juízo. Tem que aguardar o Ministério Público e o Judiciário se manifestarem", disse Tarso, em entrevista, depois de presidir solenidade de formatura da última turma de concursados da Polícia Federal.A denúncia teve como ponto de partida um vídeo do ministério, mostrando Maria de Fátima Palmeira, diretora da Gautama, ao lado de Ivo Almeida Costa - que assessorava Rondeau - com um papel na mão. A PF diz tratar-se de um envelope com R$ 100 mil, que teria sido entregue a Rondeau por meio de Costa. Na semana passada, laudo assinado pelo perito Ricardo Molina, da Unicamp, sustentou que Costa segurava um papel em branco ou um envelope vazio. Outro instituto de criminalística, acionado por Rondeau, teria chegado a conclusão semelhante. Padrinho do ex-ministro, o senador José Sarney (PMDB-AP) tem dito nos bastidores que vai exigir uma retratação da Polícia Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que está convencido da inocência de Rondeau, que por conta das denúncias foi afastado do cargo. O presidente até admite que poderá reconduzi-lo ao Ministério. Até hoje Lula não nomeou o novo ministro de Minas e Energia, embora o PMDB tenha indicado para a vaga, em maio, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético da pasta, Márcio Zimmermann.

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