Tarso diz que candidatura será chance para Yeda se explicar

Ministro afirma que não pretende levar as denúncias contra governadora para campanha de 2010

Eduardo Kattah, da Agência Estado,

04 de setembro de 2009 | 18h02

Pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que espera que a governadora Yeda Crusius (PSDB) decida mesmo concorrer à reeleição. Na última quarta-feira, 2, ao anunciar a mudança no comando de quatro secretarias, Yeda indicou deverá concorrer a um novo mandato em 2010. A governadora enfrenta uma CPI na Assembleia gaúcha e é acusada em ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal de ser beneficiária de uma fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran.

"Acho perfeitamente natural que a governadora concorra, eu acho mais que ela deveria concorrer mesmo. Porque é um momento, inclusive, para que ela possa até explicar nos debates que ocorrerão como ela tratou as questões mais importantes do Estado", afirmou o ministro, que participou na noite de ontem da solenidade de abertura do Congresso Nacional de Advogados Trabalhistas, em Belo Horizonte.

Para Tarso, a eventual participação de Yeda na disputa do próximo ano não muda a situação da legenda tucana no Estado. "O PSDB é um partido pequeno no Rio Grande do Sul, já era um partido pequeno", disse, destacando que a governadora foi eleita com o apoio do PMDB, que representa a principal força de "centro-direita" e a base de sustentação do governo.

O ministro, porém, repetiu que não pretende levar para a campanha ao governo estadual as denúncias contra Yeda. Ele sugeriu que não quer ser acusado de oportunismo.

Mas o pré-candidato petista não deixou de fazer críticas à atual situação política no Rio Grande do Sul, que, segundo ele, é hoje um Estado "segregado" da política nacional.

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