Tarso defende prioridade para reforma política se Lula for eleito

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta sexta-feira que a reforma política deve ser uma das prioridades em um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com ele, o País está "no limiar do cansaço" de um processo democrático que não assimilou os partidos políticos como sujeitos fundamentais do governo. "Há uma exaustão e esta exaustão tem que ser superada por uma reforma política, na minha opinião", disse Tarso, reconhecendo que esta pode não ser a primeira reforma a ser aplicada em um segundo mandato de Lula, mas "seria a mais importante".Ressaltando que se trata de uma avaliação pessoal, Tarso defendeu que a reforma política deveria englobar questões como a fidelidade partidária e a verticalização das coligações.Tarso participou, nesta sexta-feira, do "Seminário Brasil" , promovido pelo Institute of Development Studies (IDS), em conjunto com o Centro brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), na capital paulista.PropinaO ministro minimizou a informação de que o secretário municipal de administração, em Mauá, Altivo Ovando Júnior, prestou depoimento ao Ministério Público de São Paulo, afirmando que o presidente Lula, em 1998, teria participado de uma reunião com o então prefeito da cidade, Osvaldo Dias, em que teria sido tratado a existência de um esquema de arrecadação de propina. "Esta não é uma questão de governo e não merece sequer resposta", disse Tarso, desqualificando a notícia.Durante o evento, o ministro também comentou as afirmações do presidente Lula, de que voltará a adotar a imagem do "Lulinha Paz e Amor", caso aceite disputar novamente a Presidência da República. "Acho que o Lula sempre foi um cara de composição política, sempre foi uma pessoa de diálogo. E acho que isso é uma metáfora que foi criada em torno da personalidade dele e que é muito positiva", afirmou.

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