Tarso condiciona candidatura à renegociação da dívida do Estado

Outra exigência do governador do Rio Grande do Sul para concorrer à reeleição é a presença da presidente Dilma em palanque único no Estado

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2013 | 19h31

Porto Alegre - O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), condicionou sua candidatura à reeleição à aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) que muda o índice de correção da dívida dos Estados com a União e à presença da presidente Dilma Rousseff em palanque único na campanha de 2014.

"Se o PLC da dívida não for aprovado antes das eleições não sou candidato. Não é porque não quero servir ao meu partido, é que o próximo governador vai fazer apenas o que estamos fazendo agora, manter os projetos em andamento e pagar salários", disse ele, durante encontro com jornalistas nesta quinta-feira, 19.

"Sou militante político, tenho projeto, uma utopia, vontades programáticas de avançar, produzir, fazer o Estado crescer", destacou. "Se esse projeto não for aprovado não vai ocorrer isso". O projeto prevê a troca do índice de correção das dívidas estaduais, do IGP-DI mais 6% ao ano para o IPCA mais o que for menor entre um porcentual de 4% ou a taxa Selic e está à espera de votação no Senado.

Tarso também defendeu palanque único, dele com a presidente Dilma Rousseff, no Rio Grande do Sul. A direção nacional do PT é pressionada pelo PMDB gaúcho a aceitar que Dilma participe dos palanques dos dois partidos no Estado ou de nenhum.

"Eu sou o representante da presidente Dilma aqui, eu apoio a presidente Dilma, grande parte dos nossos projetos estratégicos está ancorada no projeto da presidente Dilma", justificou. "Então é natural que haja expectativa de nosso partido que ela tenha um palanque único aqui", prosseguiu. "Se não tiver palanque único vamos discutir quem é o mais indicado e eu vou argumentar que não sou eu".

Ao final, Tarso admitiu que "há boa possibilidade" de que acabe sendo o candidato "fechando esses dois elementos". Aceitas as condições, prevê que entrará na campanha "com vontade" e que se dedicará a ela "como um trator político, no bom sentido da expressão".

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