Tarifa de luz virou 'batalha política', diz Casagrande

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse que a discussão em torno da redução da tarifa de energia elétrica virou uma "batalha política" entre o governo federal e Estados que não aceitaram aderir ao plano do Palácio do Planalto - no caso, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos comandados pelo PSDB.

AE, Agência Estado

06 de dezembro de 2012 | 15h25

"Virou uma batalha política, acho que os dois lados têm razão. De fato, parte dos investimentos já foi amortizada. Então, precisa ser considerada essa amortização nas novas concessões. O governo federal tem razão nisso", disse Casagrande à Agência Estado, após cerimônia de anúncio de investimentos para portos, nesta quinta-feira.

Para o governador, falta diálogo entre as partes para "combinar os movimentos". "Tem de sentar à mesa. O governo federal está certo na questão da amortização, mas tem prazos e transições e processos que podem ser feitos em um tempo maior", disse Casagrande. Em sua opinião, apesar da batalha política, o debate não está antecipando a disputa eleitoral de 2014. "Acho que tem uma coincidência. São Paulo, Paraná e Minas Gerais têm uma coincidência dos partidos serem da oposição, mas não creio que seja uma antecipação de disputa eleitoral".

Royalties

Casagrande considera uma "afronta à Constituição" uma possível derrubada aos vetos da presidente Dilma Rousseff a dispositivos da lei sobre a distribuição dos royalties do petróleo, pelo Congresso Nacional. Segundo ele, caso os vetos sejam derrubados, o governo do Espírito Santo terá uma perda de R$ 1 bilhão na receita no ano que vem, o que seria equivalente a cerca de 10% da arrecadação própria do Estado. "Quem está com a razão não é minoritário nunca, estamos ao lado da Constituição. A maioria não pode massacrar a minoria".

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