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Suspensão do aumento de salário irrita militares

Os militares estão profundamente irritados com a suspensão do aumento de 5% a 7% do soldo que receberiam a partir de primeiro de janeiro de 2002. Este porcentual corresponderia à segunda parcela do reajuste de 28% concedido aos militares pela nova Lei de Remuneração, já que a primeira parcela entrou em vigor em janeiro deste ano. A justificativa para o corte é o ajuste que o governo federal está fazendo em suas contas para o ano que vem, para cumprir o acordo com o FMI.O orçamento, no entanto, concede 3,5% linear para todos os servidores públicos civis, 5% para o salário mínimo e repassa mais recursos para a área social. O adiamento do reajuste do pessoal do Exército, da Marinha e da Aeronáutica foi incluído, sem maiores alardes, na nona reedição da medida provisória que cria a nova lei de remuneração dos militares.A nova lei diz, em um último artigo inserido nesta reedição, que o reajuste entra em vigor em janeiro de 2003 e não mais em janeiro de 2002, como estava previsto. Ressalva, no entanto que, o aumento poderá ser antecipado se houver sobra de recursos no orçamento.Mas os cortes para os militares não pararão aí. A proposta de orçamento da União que será encaminhada nesta sexta-feira ao Congresso prevê ainda redução nos gastos com reaparelhamento das três forças, no programa Calha Norte e talvez até na instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).Os parlamentares que estiveram no início da semana com o ministro da Defesa, Geraldo Quintão, ouviram dele preocupações com o orçamento das Forças Armadas.

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