Suspensa parte do reajuste de funcionários do STF

Em uma de suas primeiras decisões administrativas, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, determinou a suspensão do pagamento, aos servidores do STF, de parte dos atrasados do reajuste de 11,98%, reconhecido pelo Judiciário. Com a suspensão, que agrada ao Palácio do Planalto, Marco Aurélio desautorizou um ato recente de seu antecessor, Carlos Velloso, que tinha determinado o pagamento. O episódio pode intensificar a crise interna iniciada no Supremo há cerca de um mês, quando Marco Aurélio anunciou que demitiria os funcionários que ocupavam cargos de confiança no tribunal. Presidente na época, Velloso foi um dos ministros a aprovar uma mudança no regimento do STF, restringindo os poderes administrativos de Marco Aurélio. Com a modificação, o novo presidente terá de submeter suas indicações para cargos comissionados ao crivo dos outros ministros. Marco Aurélio ficou ainda mais desgastado depois que cobrou publicamente de um dos aposentados, o ex-secretário de serviços integrados de saúde Célio Menicucci, o pedido de exoneração. Segundo ministros do Supremo, Marco Aurélio foi "grosseiro", a ponto de arrancar lágrimas de Menicucci.De acordo com o STF, a decisão de foi tomada para não comprometer o pagamento dos salários dos servidores neste ano. O pagamento relativo a parte dos atrasados representaria um gasto de R$ 1,5 milhão, segundo o Supremo. Conforme o tribunal, o pagamento será feito apenas após liberação de crédito suplementar que já foi pedido ao Poder Executivo.O reajuste de 11,98% no salário dos funcionários do Judiciário refere-se à diferença da data de conversão dos vencimentos para a URV. Funcionários do tribunal informaram que receberam apenas uma parte do reajuste, e que estão céticos em relação ao pagamento do restante.

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