Suspensa a liminar que ordenava entrega de arquivos

A desembargadora Alda Basto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, suspendeu a liminar que determinava ao governo a entrega dos documentos públicos da ditadura militar, independentemente do grau de sigilo. Segundo a decisão da desembargadora, se mantida, a liminar poderia causar "risco grave e de difícil reparação".Alda Basto acolheu os argumentos da Advocacia Geral da União e entendeu que a liminar não é cabível pois esgota o mérito da ação. A liminar foi concedida no dia 11 de novembro pelo juiz Paulo Alberto Jorge, da 1.ª Vara da Justiça Federal de Guaratinguetá.O juiz federal de Guaratinguetá havia decretado imediata abertura dos arquivos militares, e acolheu liminarmente uma ação civil encaminhada pelo Ministério Público Federal.O procurador da República João Gilberto Gonçalves Filho, que propôs ação civil, lamentou a decisão de Alda Basto. "Isso mostra que o Governo Lula diz uma coisa para a imprensa e faz outra nos bastidores".

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