Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Suspender direitos políticos de Dilma seria 'desproporcional', diz Renan

Segundo o presidente do Senado, a decisão de poupar a ex-presidente não criará um precedente favorável a Eduardo Cunha

Cláudia Trevisan e Fernando Nakagawa, enviados especiais, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2016 | 09h54

HANGZHOU, CHINA - O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse neste sábado, 3, que seria uma punição "desproporcional" suspender os direitos políticos de Dilma Rousseff depois da aprovação de seu impeachment. Segundo ele, a decisão de poupar a ex-presidente não criará um precedente favorável ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, nem para o ex-senador Delcídio do Amaral.

"Era desproporcional afastar e punir", disse Renan em entrevista na China, onde acompanha o presidente Michel Temer, que participa de reunião do G20 no país asiático. Nesta sexta-feira, Amaral recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF)  

para pedir a restauração de seus direitos políticos, usando como argumento a decisão que favoreceu Dilma.

Renan negou que tenha havido uma articulação para manter os direitos políticos da ex-presidente. Segundo ele, a separação entre os julgamentos do impeachment e da suspensão dos direitos políticos foi discutida durante o afastamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. Na época, o caso chegou ao STF, em um julgamento que terminou empatado. 

O presidente do Senado disse que será inevitável que o Supremo reveja os aspectos procedimentais do processo que levou ao afastamento de Dilma do cargo e à manutenção de seus direitos políticos. "Há uma judicialização da política" ressaltou.

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