'Suspeito do dossiê leva CPI para dentro do Planalto', diz Marisa

Presidente da CPI afirma que depoimento de Aparecido pode dar nova linha na investigação sobre os cartões

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

13 de maio de 2008 | 00h02

O depoimento do secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República, José Aparecido Nunes Pires, apontado como responsável pelo vazamento do dossiê com gastos do casal Fernando Henrique Cardoso,levará a CPI dos cartões corporativos a entrar no Planalto. A afirmação é da presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que disse ao estadao.com.br que isto não foi possível durante as investigações porque todos os requerimentos feitos nesta área foram derrubados. "Este dado deu uma outra linha para investigação. Deu condições para investigar, abriu a brecha para que entrássemos no Planalto e saber o que de fato aconteceu", disse.  Veja também:Acompanhe reunião da CPI que decidirá a convocação de suspeito de vazar dados de FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Teste seus conhecimentos: quem foi que disse o que sobre o dossiê?  Ouça a entrevista com Marisa Serrano   A convocação de Aparecido e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), deverá ser aprovada nesta terça-feira, em reunião da comissão de inquérito.   Ao mesmo tempo, a oposição vai tentar aprovar uma nova convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, desta vez na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. "Foi cometido um crime de abuso de poder e a ministra não falou a verdade ao dizer que não tinha dossiê", argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Pelos seus cálculos, os oposicionistas têm chances de conseguir aprovar a convocação de Dilma na CCJ, caso obtenham os votos dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Péres (PDT-AM).   A CCJ do Senado tem 23 titulares 23 suplentes, com divisão de forças equilibrada. Na CPI dos Cartões, a oposição é minoria e, por duas vezes, foi derrotada na tentativa de aprovar a convocação de Dilma. "Na CPI é muito difícil aprovar a convocação da ministra", admitiu ontem a presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). 

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